1. Não atrase
Afinação é tudo no som de uma orquestra. Perder o momento de afinação pode, de fato, desandar o andamento dos hinos.
Chegar atrasado não perturba somente a afinação. Os irmãos devem estar em comunhão e devidamente sentados bem antes do início do culto. É desagradável ajeitar aqui e ali para acolher retardatários.
Mas não se incomode: quando notar os bancos todos ocupados, desmonte seu instrumento e louve a Deus com sua voz. Porque, afinal, os músicos sentados e entrosados conseguirão tranquilamente auxiliar a irmandade a cantar hinos.
2. O conjunto musical não exige solista
Na Congregação existem dezenas de excelentes saxofonistas, clarinetistas, tubistas, etc. Mas, feliz ou infelizmente, não há nenhum momento para um solista. Então, resigne-se: somente temos valor quando nos encaixamos naquilo que somos: um mero componente – assim como tantos outros – da orquestra.
Querer mostrar como o trinado de seu saxofone é excelente – ou como o estrondo de seu bombardão é potente – desequilibra e tira a beleza do som orquestrado. Assim como o coro congregacional é bonito porque ninguém se destaca, o mesmo ocorre com a orquestra. Deixe toda sua habilidade, portanto, para ser exercitada em tocatas em sua casa ou na casa dos amigos.
3. Os músicos auxiliam a irmandade, não o inverso
De nada adianta você pensar que o 157, para ficar bonito, deve ser tocado em menos de dois minutos se, durante esse tempo, os irmãos com pouca leitura e os idosos não conseguem cantar. É você que auxilia o canto, não o contrário!*
Aqueles que cantam querem ter uma noção da altura e da velocidade do hino. Achar que a irmandade canta muito lento e, pra mudar isso, querer tocar muito rápido, é um erro grotesco. O hino ficará do seu jeito, mas a contragosto da irmandade. Você é um servo dos irmãos que cantam!
4. Sua comum congregação é sua comum congregação!
O dia de culto da sua comum coincide com o dia de culto naquela famosa congregação? Paciência. Você pode ir outros dias naquela igreja. Sua congregação depende de você.
Da mesma maneira, muitos músicos, seduzidos por atividades de lazer (internet, TV, sair com amigos, ou simplesmente ficar em casa) não congregam no dia de culto na sua congregação. Está errado. Assuma o compromisso, rapaz!
5. Adequação do instrumento
Seu instrumento foi preparado pra fazer soprano? Pois bem, faça soprano. Tendo excesso de músicos no soprano, faça contralto. Mas jamais, never, execute tenor ou baixo. Você não sabe como fica feio…
Os instrumentos são construídos para desempenharem determinada função musical que, se mudada, desanda de sua proposta enquanto instrumento. Por mais que você seja o tal no seu instrumento, não atente contra essa bela regra.
Assim sendo,
Fique na paz e no amor de Deus.
* Mas, veja lá, sobriedade e bom senso na interpretação dos valores das notas, hein? Nada de querer tocar o 157 em vinte minutos…
Irmão Juliano
Perdão por estender o assunto para um espaço, conforme se diz, “indevido”. Mas no fechamento do tema anterior o irmão exorta:
“No mais, convido todos vocês a continuar comentando nos outros textos, apresentando novas visões, novos ângulos, novos entendimentos.”
Cabe aqui uma observação válida. Em todas reuniões semanais de presbitério, regionais ou setoriais os nossos irmãos são rigorosamente ordenados a repilir tudo o que se “apresente ou se insinue como NOVO” tanto na Doutrina como na sempre perfeita forma de condução da Obra de Deus. O irmãos falam que depois dos anos de 60 nada se mexe no divino arranjo a num ser por secreta revelação aos Santos Servos do Conselho maior.
Só para reflitir.
Deus nos abençõe e conserve na GRAÇA REVELADA.
Bem lembrado conselhos Juliano
Sei de alguns casos de congregações onde tentam criar uma orquestra local regular.
Práticas simples que melhoraram muito a qualidade da orquestra.
Em uma igreja marcaram os assentos com os instrumentos, quem chega antes ocupa o lugar, quem chega depois, se não houver mais vaga não toca.
Em outra fizeram um rodízio dos sax-barítono e outros instrumentos do baixo, que tinham em excesso.
Em uma antiga congregação quando tem algum evento já avisam na carta-convite para os músicos de fora não trazerem instrumentos. O ancião explicou que já estão bem servidos com seus músicos e para não confudir a liberdade do oficializado de tocar em outras congregações além da sua, com DEVER tocar em outras congregações. Há gente de fora que acha ruim, mas é uma das melhores orquestras que já vi dentro da Congregação.
Sintonia entre os músicos não é algo que nasce da noite para o dia, é fruto de interação forjada pela prática de tocar junto várias vezes. Um “ensemble” é impossível onde há rotatividade de músicos, desenquilíbrios no número e categoria de instrumentos.
Leo
Concordo, Leo. Eu mesmo já fui “barrado” em uma congregação, mesmo sem chegar atrasado. Sequer havia sido tocado o hino de silêncio. Era uma Assembléia Geral e o porteiro gentilmente me pediu pra guardar o instrumento e me dirigir para o banco dos irmãos que não são músicos (havia muitas vagas ainda).
Pelo caráter inédito disso – nunca ouvi falar nada desse tipo – achei estranho. Depois do primeiro hino, no entanto, vi que a organização da orquestra deveria mesmo ser preservada. Afinada, entrosada, e cumprindo sua função de auxiliar a irmandade nos hinos.
Na paz de Deus.
Eu, quando congrego fora, faço questão de não levar meus instrumentos, a não se quando fui visitar locais remotos, onde sabia que havia poucos músicos…
Quando a organização, aprendi que músico não nem pra olhar para trás, gosto desta ordem. Levei um casal de outra denominação para assistir um ensaio ficaram maravilhados com a ordem dos músicos.
A Paz de Deus.
Jardim San Diego na Cidade de Caieiras-SP, tem muita necessidade de Músicos é uma sala para o maximo 20 a 30 músicos.
Insentivem (por favor) os músicos a visitarem mais os lugares que têm grande necessidade. Pois estarão servindo a Deus e honrando os servos que estão necessitados.
Irmão Savio Lima
Enc.local.
APDEUS GOSTEI MUITO DOS ENSINAMENT DEUS ABENCOE-claudio