Do ano que se passou

4 02 2009

Há mais de um ano, tive o que, em algumas situações, é descrita como ‘crise existencial’. Estava passando por uma série de indefinições profissionais, financeiras, acadêmicas… um todo confuso e repentino. Não via saída. Nenhuma saída.

Acordava com taquicardia. Um pavor assolava o levantar e o deitar. Embora sentia Deus na profundidade de minha alma, duvidava de seu efetivo poder (veja que tolice). Eu argumentava, solenemente, que Deus cuidava apenas das coisas espirituais. E ali estava eu: em um beco, cotidiano amargo, sem esperança – e refém da propria concepção que tinha da relação de Deus com a humanidade.

Nesse período, tive uma viagem solitária de mais de 10 horas em um ônibus. Descobri, já no meio da viagem, um servo de Deus. Trocamos várias palavras até que, usado por Deus, vi minha vida passar diante daquelas palavras que eu ouvia daquele homem. O Senhor me compungiu em lágrimas.

Embora aliviado por sentir Deus ao meu lado, tive que conviver ainda com aquela tribulação por alguns meses. Hoje, vejo que foram alguns dias. O que são, na verdade, meses de sofrimento se o que o Senhor nos preparou é eterno? Porque, então, a ansiedade, não é mesmo?

Desse período, tive algumas conclusões preciosas: primeira delas, é que Deus tem seu tempo determinado. Ele tem, irrevogavelmente. Não temos procuração para determinar nada em seu nome. Nem sempre esse tempo divino coincide com o nosso. É preciso ter paciência.

Segunda, Deus é poderoso. E opera, nos dias de hoje. Em situações que vemos o impossível, Deus apresenta o possível. Onde vemos dificuldade, Deus coloca-nos a solução.

Terceira, fui conduzido a um estado de paciência que ainda não tinha. Lição vivida: a paciência é a melhor arma contra a ansiedade. Todavia, a fé gera paciência. A verdadeira fé instrumentaliza-nos na mais nobre paciência.

~*~

O estado perfeito da paciência nos deixa mais cheio de temperança, de alteridade. Temos mais habilidade em tratar com aqueles que pensam diferente. Mesmo que, vez ou outra, escapamos desse propósito, é a ele que devemos perseguir. Pois é assim, a meu ver, que o amor se manifesta. Porque amar aquele que nos ama é fácil…*

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* Ou nem sempre… vide caso do amor de Cristo por nós, ignorado por tantos…

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