A “presidência” do ministério

18 11 2010

Não deixa de ser engraçado o uso da nomenclatura “presidente” (cargo extra-bíblico, aliás) para o chefe de muitos ministérios evangélicos. Em alguns, o presidente é vitalício (para isso, o nome correto do cargo é ditador), e em outros, além da vitalicidade, o cargo é passado de pai para filho (para isso, o nome correto é imperador, rei, monarca, etc.). Quando se acerca de que nenhum dos casos se aplica, lá vamos nós descobrir que a eleição para a presidência é cheia de “pequenas” fraudes ou, no mínimo, o processo eleitoral não é genuinamente democrático.

Ou seja, a “presidência”, que invoca fundamentos democráticos na rotatividade do poder, está longe da presidência, a legítima, sem aspas.

Eu poderia ser refutado pelo fato de que “presidência” é um termo que não é aplicado somente em sua acepção política vinculada a democracia. Tudo bem, diria. Mas a igreja não pode ser, por outro lado, gerida conforme é uma empresa. Igreja não é propriedade privada. Igreja não é feudo de ninguém.

Isso, é claro, em tese. Porque, na prática…

Os presidentes, cada qual, comandam a sua empresa evangélica, a sua propriedade religiosa. Não é de se espantar que as denominações, no geral, apresentam tantos problemas.

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