A diferença entre “falta” e “pecado”

15 08 2011

Pecado:

1 violação de um preceito religioso
2 Derivação: por extensão de sentido.
desobediência a qualquer norma ou preceito; falta, erro

Falta:
5 ato condenado pela moral familiar ou religiosa; ofensa, pecado
Ex.: o confessor perdoou-lhe as f.
6 ausência de correção; erro, engano
Ex.: comete muitas f. gramaticais
7 imperfeição moral; falha
Ex.: seu caráter não está isento de faltas

Fonte: Dicionário Houaiss

~*~

Em miúdos: aquele que praticou uma “falta”, cometeu um “pecado”. Aquele que praticou um “pecado”, cometeu uma “falta”.

Não há, na Palavra de Deus, o recurso de “falta” para abrandar o erro humano. Toda “falta” perante Deus é um pecado. Todo pecado perante Deus é uma “falta”.

Da distinção dos pecados

Existe sim, ao contrário do que muitos pensam, uma graduação do pecado. Existe o Pecadão, e para esse não tem perdão nem nesse século e nem no vindouro, e o pecadinho.

O Pecadão, como se sabe, é o pecado imperdoável. É a blasfêmia contra o Espírito Santo. Em outras palavras, é desprezar a obra do Espírito Santo, negando sua eficácia. Quando se atribui a Satanás uma obra que é do Espírito Santo incorre-se também em blasfêmia.

Já os pecadinhos, são todos aqueles que vêm acoplados na nossa natureza humana, herança de Adão. São as obras da carne. Paulo, em Gálatas 5, as lista:

19 Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia,
20 Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,
21 Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

Ou seja: quem vive em adultério tem o pecado igualado a aquele que vive em bebedice. Quem não está em adultério, mas tem seu coração mergulhado na lascívia, também está em pecado. A tão comum inveja, veja só, se iguala ao pecado da heresia.

E o texto é claro: os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

Vivamos, portanto, sob a Graça de Cristo.

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Salvação: fé e obras

8 08 2011

Do site do ir. Joel Spina:

Existem denominações cristãs que ainda ensinam que o direito a salvação e a vida eterna nos céus é obtida atraves de dois requisitos:

1. Crer em Jesus Cristo – seu sacrificio e resurreição – e aceita-lo como perdoador, redentor e salvador pessoal; e

2. Praticar boas obras durante a vida nesta terra.

O apóstolo Paulo explica esta doutrina bem objetivamente em sua carta aos gálatas. Os cristãos do sul da Galacia (Antioquia da Psídia, Icônio, Listra, e Derbe, parte da atual Turquia) eram instáveis, como demonstrado em Listra, quando o mesmo grupo que ao ouvir a pregação de Paulo quis adorá-lo pela manhã, e depois de algumas horas tentou apedrejá-lo, na mesma noite (Atos 14:6-21). Após a partida de Paulo da Galácia em sua primeira viagem missionária, judeus de Jerusalem vieram a região e começaram a pregar que para cristãos receberem e manterem a salvação deveriam praticar obras de acordo com a Lei. Para confirmar sua reputação, esses pregadores judeus enfatizavam que eram provenientes de Jerusalem, uma das primeiras igrejas cristãs, e base de vários apóstolos. Em resposta a essa falsa doutrina, Paulo explicou vários pontos que estabeleceram a fundação doutrinária para os gálatas, e para todos os cristãos:

1. O que concede salvação e vida eterna ao homen é a fé em Jesus Cristo, e somente a fé (Gal 3:1-5);

2. Fé sempre foi o elemento essencial para salvação, mesmo no Velho Testamento: “Assim como Abraão creu a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça” (Gal 3:6 JFAA, veja também Heb 11:8-10); devemos lembrar também que Abrão viveu aproximadamente 450 anos antes da lei ser dada a Moisés;

3. O objetivo da Lei nunca foi de salvar, de justificar: “pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou…” (Heb 7:19 JFAA, veja também Gal 3:11, Hab 2:4, Rom 1:17, Heb 10:38);

4. A Lei foi dada para trazer o povo a Jesus Cristo. “Mas, antes que viesse a fé, estávamos guardados debaixo da lei, encerrados para aquela fé que se havia de revelar” (Gal 3:23 JFAA). A Lei funcionou como um tutor, enquanto esperávamos pela maioridade espiritual do ser humano e pela fé, que seriam dadas aos judeus e gentios através da semente de Abrão, Jesus Cristo (Gal 3:15-29);

5. Nenhum ser humano pode agradar a Deus (e consequentement obter e manter a salvação) por obras da Lei; a carne tem uma natureza pecadora que só pode ser controlada pelo Espírito Santo naqueles que realmente creram; e, o ponto mais importante:

6. Se salvação e vida eterna pudessem ser alcançadas pelas obras da Lei, o sacrifício de Jesus Cristo na cruz teria sido em vão.

Por estas razões aqueles que pregam que salvação pelas obras da Lei pode, ainda que parcialmente, ganhar ou manter o direito a vida eterna nos céus – legalistas – estão pregando um evangelho diferente, pervertem o evangelho, e são anátemas (Gal 1:7-9). Além disso, se os pregadores na Galácia baseavam a sua credibilidade e reputação na suas origens em Jerusalem, Paulo recebeu o testemunho e a Graça pessoalmenete de Jesus Cristo, no caminho de Damasco (Gal 1:12, Atos 9).

Alguns cristãos podem propor que a aceitação deste ponto de doutrina extenderia aos crentes a liberdade de viver no pecado, e ter uma existência sem necessariamente produzir bons frutos. Esta conclusão simplesmente nega a obra efetiva do Espírito Santo.

Os que realmente creem e aceitam o Senhor como Salvador produzem frutos de honra e glória a Êle. O mesmo Santo Espírito que traz a fé e a graça na vida de uma pessoa também transforma essa vida, e provê as condições para que se produza frutos de honra e glória a Deus. Êsses frutos não são mais produzidos pela força da Lei, mas sim pelo amor que habita nos corações dos que creem.

Aos que ainda não concordam com o apóstolo Paulo, e ainda creem que quanto mais “boas obras” produzirmos, maior a probabilidade de alcançar a vida eterna, o Senhor Jesus nos deixou uma parábola que – uma vez mais – nega essa falsa doutrina: em Mateus 20:1-16 encontramos a parábola dos trabalhadores da vinha, onde o pagamento não foi proporcional a quantidade de trabalho. Aos trabalhadores que murmuravam por terem todos recebido o mesmo salário, o proprietário respondeu: “Não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?” (Mat 20:15 JFAA).

A próxima vez que um pregador exortar que “…devemos nos esforçar para alcançarmos a vida eterna…” seja um bom irmão na fé, e explique ao pregador o êrro serissimo dessa mensagem. Se você não se sentir em condições de discutir êste ponto, faça uma cópia deste tópico e, no amor do Senhor, entregue a ele…





Ainda sobre o batismo

13 11 2010

Não costumo receber muitos comentários no blog. Para o pouco tempo que tenho disponível para cuidar desse espaço, isso é muito bom. Em textos que recebo muitas visitas (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), muitos comentários aparecem (e devo isso, sinceramente, aos links no blog do Charles e do Daniel, remetendo para cá tantos visitantes). Alguns dos comentaristas demonstram que sequer leram o texto, e aí não sinto a menor vontade de respondê-los.

Não é o caso de um irmão anônimo (embora forneceu e-mail, que não publico por motivos óbvios), que discordou do teor desse texto.

Discordância que recebo, aliás, de muito bom grado. Questionamentos nos fazem crescer. Como sujeitos falhos, incompletos no entendimento, é com alerta de queridos irmãos que refazemos nossa interpretação, que melhoramos nossa ciência das coisas.

O que não tolero, na verdade, é a discordância grosseira. Comentários assim eu relevo. Deixo-os publicados no blog como evidência da forma que, definitivamente, um cristão NÃO deveria se comportar.

Não é o caso, pois, do comentário desse irmão anônimo. Em boa linguagem, refutou esse meu texto, sobre o batismo. No entanto, os argumentos apresentados não me parecem suficientes para uma retratação de minha parte. Pela relevância do tema – e por acreditar que muitos irmãos eventualmente passam por aqui – decidi dialogar com o referido irmão abrindo um novo post, dada até o tamanho que esse texto alcançou. Vamos, então, aos argumentos apresentados.

~*~

A paz de Deus meu irmão.

Entendo perfeitamente o seu pensamento acerca do batismo, e é um direito seu.
No entanto, não é correto induzir seus leitores a crerem que a Congregação Cristã acredita no batismo que você menciona.

Você usou de alegorias de certos hinos para extrair a doutrina que você quer crer, mas que não é a oficial.

Amém, prezado. Agradeço, inicialmente, a gentileza em considerar o meu direito em expressar o que penso sobre o batismo. De fato, é um direito meu.

Quanto a “induzir seus leitores a crerem que a Congregação Cristã acredita no batismo que você menciona”, eu apresentei vários e vários hinos que, curiosamente, você não apresentou nenhum contra-argumento. Preferiu, aliás, sugerir que fiz uma leitura capciosa, e que assim escrevi apenas para gerar confusão nos leitores. Mas, repito, não procurou refutar nenhum dos hinos que, supostamente, selecionei para “extrair a doutrina” que quero crer.

E disso, meu irmão, não tenho dúvidas: a doutrina que quero crer é aquela que me garante o Evangelho de Jesus Cristo, independente do que diz autoridade A ou B.

~*~

“Curioso foi ver que você se esqueceu do nosso principal hino de batismo, o 195, provavelmente o fez por conveniência.

Hino 195 – Parte 1 verso 3:

Pelo batismo és sepultado
Para ao mundo renunciar;
Sendo por Cristo regenerado,
Em Seu caminho podes andar

Parte 2 (após o batismo) verso 1 e coro:
Ó irmão caro, já batizado,
Ressuscitaste com o Senhor,
Vivificado e transformado
Para servir a Deus, Formador.

CORO: Alegremente, irmão querido,
Louva o Cordeiro, teu Salvador;
Pelo Seu sangue foste remido,
E filho és de Deus, Criador.”

Prezado, você me acusa de “esquecer” do hino 195 por “conveniência”. No entanto, você se equivoca duplamente. Primeiro, por não ter lido minha citação do hino 195 – SIM, ela existe! E você próprio, posteriormente, reconhece, uma vez que acusa, no final de seu comentário, erros na análise do referido hino! Segundo, pela leviana acusação de “conveniência”.

Explico.

Quando se trata de discutir o poder regenerador do batismo (isto é, se o batismo tem ou não poder, em si mesmo, de perdão dos pecados), quem assim defende recorre a, especialmente, três versículos da bíblia (1 Pd, 3:21, At, 2:37-38 e At, 22:16), e esquece de dezenas (DEZENAS) de outros que tratam exatamente do mesmo tema. Isso sim, é CONVENIÊNCIA…

Conveniência que é, TAMBÉM, saltar todos os hinos de batismo para escolher APENAS um deles, usando-o para defender uma doutrina que, supostamente, seria a oficial da Congregação Cristã.

Ora, a segunda parte do Hino 195 trata do símbolo do batismo, qual seja, o sepultamento do velho homem. Assim, “fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Rm, 6:3-5). Portanto, ao ser imersos nas águas, temos a “semelhança” da morte de Cristo. Simbolicamente, “sepultamos” o velho homem. “Morto” o velho homem, assumimos publicamente, à Igreja e ao mundo, a conversão operada ANTERIORMENTE ao batismo. Conversão, evidentemente, operada pela fé, dom gratuito nos concedido por Deus.

Mais claro ainda sobre o que seja nossa doutrina? Ponto de doutrina 5:

Nós cremos que a regeneração, ou o novo nascimento, se recebe pela fé em Jesus Cristo, que pelos nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação. Os que estão em Cristo Jesus são novas criaturas. Jesus Cristo, para nós, foi feito por Deus sabedoria, justiça, santificação e redenção.”

~*~

Não estou aqui discutindo seu ponto de vista, nem quero entrar no mérito.

Se quiseres entrar em contato comigo, posso lhe enviar inúmeros textos dos tópicos de ensinamento que evidenciam seu equívoco.
Não existe confusão, ou desinformação, é cristalino: 99% dos crentes creêm nisso
.”

Prezado irmão, entendo perfeitamente sua sensibilidade em discordar do meu ponto de vista. Como dito lá em cima, nós dois temos direitos de pensar diferente. No diálogo – que pressupõe falar e ouvir – podemos aproximar e afinar nossos pensamentos.

Quanto a 99% dos crentes acreditarem no que você defende, acho o percentual um tanto quanto distorcido. Talvez se refira a crentes da CCB. Talvez. E, mesmo sendo assim, ainda acho o número elevado (gostaria de saber suas fontes). Em todo caso, ao reler meu texto você verificará que reconheço que seu pensamento – embora não concorde com ele – é compartilhado por muitos anciãos (leia a conclusão do post, por favor).

Em relação aos “inúmeros textos dos tópicos de ensinamento” que demonstram meu equívoco sobre o batismo, duas palavras.

Primeiro, os ensinamentos não são regra de fé, sequer são doutrina. A doutrina da Congregação Cristã, a oficial, está exposta no verso do hinário. O que está ali é a doutrina que sigo e tenho verdadeiro apreço (por ser BÍBLICA, acima de qualquer tradição ou costume), e que me faz sentir tão bem na Congregação. Os ensinamentos são conselhos dados por benevolentes anciãos, bem intencionados em dirigir os destinos da CCB, mas que, também, não são infalíveis (aliás, o papa, em tempos remotos, declarou sua infalibilidade, e deu no que deu. Não é um exemplo a ser seguido).

Segundo, muitos dos ensinamentos se contradizem. Às vezes, o que é determinado em um ano, é repensado em outro. Isto é: como DOUTRINA, não são, os ensinamentos, fontes confiáveis. De novo: nossa doutrina está exposta no verso de nosso hinário desde 1927, quando ocorreu a Convenção de Niágara, responsável pela elaboração dos doze pontos de doutrina. Para acertar-lhe, ainda, a nossa verdadeira doutrina sobre o batismo, convido-o a conhecer o testemunho fornecido por Francescon e disponível, a módico R$ 1,00, nas principais congregações no Brasil. Eu escrevi sobre esse testemunho aqui.

Em todo caso, e até para comprovar o que disse a respeito dos ensinamentos, gostaria que você meditasse sobre o seguinte, datado de 1986 (nesse caso, admito, estou sendo conveniente… :)):

“Nascer da água significa nascer da Palavra de Deus. O batismo não é nascimento: é sepultamento do velho homem.

Não é exatamente esse o raciocínio desenvolvido nesse texto?

~*~

“Resumindo: Na nossa doutrina, oficial, os pecados são perdoados PELA obra vicária do nosso Senhor Jesus Cristo, mas isso ocorre NO batismo (exclusivamente).

PS. Sua análise sobre o hino 196 está um tanto quanto equivocada.
Sem contar que confunde perdão de pecados com salvação/condenação.”

Bem, já acredito ter explicado suficientemente o que entendo ser nossa doutrina oficial. Sendo nossa doutrina oficial àquela no final do hinário, acredito que minha análise foi correta.

Em relação aos pecados serem perdoados EXCLUSIVAMENTE na cerimônia do batismo, não consigo ver nenhuma fundamentação bíblica, sequer exemplos factuais para servir de base a sua argumentação. Caso me apresente, irei reavaliar minha posição sobre isso.

Por fim, não sei exatamente a quais “equívocos” você se refere, quando trata da minha análise sobre o hino 195. Gostaria de sabê-los, para, sendo o caso, me retrate.

Quanto a confusão entre perdão de pecados e salvação, acredito que haja, na verdade, uma interpretação diferente, entre nós dois, a propósito do papel de Cristo no perdão de pecados e consequente salvação na vida do crente. O que devemos ter em mente é o seguinte: não temos nenhum merecimento pelos pecados perdoados e pela correlacionada salvação. Por isso, fomos “justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3:24).

No mais, agradeço sua participação, esperando mais intervenções suas nesse e em outros textos desse blog, interessado que sou no progressivo entendimento das coisas de Deus, mais e mais, dia após dia.

No amor de Deus, único responsável pela nossa santificação e redenção,

Juliano





Pode um evento cristão se transformar em um ritual pagão?

20 09 2010

Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?” Gálatas, 4.9

O contexto de Gálatas, 4, é bastante específico. Trata-se da admoestação de Paulo aos judeus convertidos e aos cristãos oriundos de outras religiões para não introduzirem elementos estranhos à fé cristã.

Tenho pensado muito nisso e, por consequência, ficado pouco otimista com alguns rumos tomados pelas congregações cristãs atuais.

O que acontece é que as práticas estão se distanciando, gradativamente, das consagradas interpretações do evangelho.

Traço, abaixo, algumas considerações sobre um dos serviços mais importantes da Igreja: o Batismo. Para referenciar o que entendo de “consagradas interpretações do evangelho”, farei uso da doutrina de minha igreja (CCB) e das letras contidas em seus hinos oficialmente utilizados.

O batismo

O batismo é uma cerimônia simbólica de sepultamento dos pecados. É uma demonstração pública da conversão do cristão, operada ANTERIORMENTE ao próprio serviço. Isto é, primeiro há a fé em Cristo como Salvador, por intermédio de sua morte na Cruz; depois, a cerimônia, um símbolo externo daquilo que JÁ ACONTECEU internamente. Portanto, o batismo não salva, sendo apenas um SÍMBOLO da transformação já ocorrida. É, sobretudo, uma confissão pública de que o velho homem, morto no pecado, foi sepultado por obra da graça nos dada por Cristo Jesus.

O que diz nossa doutrina a respeito disso?

5. Nós cremos que a regeneração, ou o novo nascimento, só se recebe pela fé em Jesus Cristo, que pelos nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação. Os que estão em Cristo Jesus são novas criaturas. Jesus Cristo, para nós, foi feito por Deus sabedoria, justiça,santificação e redenção. (Romanos 3:24,25; I Coríntios 1:30, II Coríntios 5:17)

O que diz nossos hinos a respeito disso?(alguns hinos referenciados, do 100º ao 200º)

(103) [Lição: Não somos reconciliados com Deus via batismo, mas por meio do Sangue Precioso de Cristo]

Oh! vem a Jesus,
Que por nós morreu sobre a cruz;
Seu sangue precioso Ele derramou,
E com Deus nos reconciliou.

(106) [Lição: A salvação vem pela fé, sendo uma operação interna ao indivíduo; isto é, a salvação não é adquirida por rituais exteriores]
A Jesus olha, ó pecador,
E não desprezes teu Remidor;
Só por Seu sangue, Deus dá mercê
E salvação, que vêm pela fé.

(131) [Lição: a verdadeira água é CRISTO, não aquela disponível no tanque do batismo]
Vós que procurais a água que dá vida,
Vinde a Cristo, Fonte do perdão;
Toda a alma contristada e abatida,
Em Jesus encontrará a salvação.

(133) [Lição: SOMENTE o sangue de Cristo, SEM NENHUM SACRIFÍCIO DE NOSSA PARTE, nos fornece o direito de sermos introduzidos na Sião Celestial; a Ele nada se acrescenta, INCLUSIVE o batismo ]
Pelo sangue precioso de Jesus,
Achegar-nos podemos a Deus;
Outro sacrifício não nos introduz
No eternal santuário dos céus.

(160) [Lição: Nossos pecados foram pagos não por obra de batismo; tivemos justificação, e não foi por banhar em águas]
Por nós morreu o Justo,
Pagando nossos pecados,
Para que nós vivamos
Em santidade e amor;
Perante Deus estamos
Por fé justificados,
O coração nós damos
Ao nosso Criador.

(161) [Lição: SOMENTE o sangue de Jesus tem Poder para resgatar e salvar; batismo não tem PODER ALGUM]
Só o sangue de Jesus
Tem poder de resgatar
Toda a alma que se quer salvar;
Nem o ouro tem valor,
Como preço do favor
Do eterno e divino amor.

(186) [Lição: O sangue de Cristo tem poder para lavar nossos pecados. A água do batismo, não]
Lavados vós sereis
No sangue do Senhor Jesus;
Abraçar-vos quer o Rei dos reis;
Só Ele ao céu conduz.

(196) [Lição: quem não crer, MESMO SENDO BATIZADO, já é condenado]
Todo o que crer e for batizado,
Salvo será, falou o Senhor;
Mas quem não crer, já é condenado,
Por desprezar o seu Salvador.

Conclusão

O que se vê, hoje, no entanto – e em muitas de nossas igrejas – é a total confusão gerada entre batismo e salvação. Assim, o batismo é visto como um ritual purificador de pecados. Alcunhado de “santo”, os serviços de culto em que são realizados recebem a propaganda de “festa de salvação”. É-nos solicitado que levemos visitas para que os mesmos se sintam a vontade para batizar. Por trás disso tudo, está a filosofia de que, caso a pessoa se decida pelo batismo, salvação alcançará. Contraria, portanto, nossa própria doutrina.

A própria figura do “sepultamento”, evidente alegoria, é transportada da categoria simbólica para a condição de “fato”, isto é, deixa de ser um símbolo para ser, essencialmente, uma “lavagem de pecados”. Lembra, é certo, rituais pagãos, em que o rito encerra sentido em si mesmo.

Ou, em outras palavras: não tomando a Direção da congregação o devido cuidado, poderá, em futuro não muito distante, assistir a transformação de um evento cristão em um ritual essencialmente pagão.





Podemos ter certeza da salvação?

29 04 2010

I.

Seria pretensão o crente se autodenominar salvo? Seria sinal de humildade dizer que aguarda um momento futuro para ter essa certeza? A resposta para essas questões é simples, se intermediadas por uma reflexão sobre a natureza da fé e das obras na salvação do pecador.

II.

Em Gálatas, o apóstolo Paulo deu provas cabais de que a fé em Cristo Jesus como Suficiente Salvador é a única forma de uma pessoa alcançar a salvação. A fé, nesse sentido, não é entendida como um ato humano, como um simples querer. A fé não é, em suma, uma obra humana.

O que é, pois, a fé? Paulo é claro: a fé é um dom de Deus. Dom de Deus! E assim o é  por um motivo muito simples: para que ninguém se glorie por, supostamente, ter fé (Ef. 2:8-9).

[Parênteses: para refutar a importância dessa fé produzindo a certeza de salvação ao crente, alguns argumentam que crer até o diabo crê. Ora, não se trata de crer que Cristo exista. Isso, para o Chefe das Legiões do Mal, é desnecessário, porque ele não precisa crer; ele, há centenas de anos, sabe, por constatação, que Deus tem um Filho que, por seu amor à humanidade, O ofereceu em holocausto. Nada deve irritá-lo mais que isso: saber que, pela imensa misericórdia de Deus, Seu Filho foi imolado para que a Salvação fosse estendida a tantos outros esparramados pelo mundo.]

A verdadeira fé impacta a natureza humana, tendenciosa que é ao pecado. Os prazeres carnais, que antes tanto prazer proporcionava, agora são motivos de tristeza ao recém convertido. A fé, portanto, produz arrependimento. É a ação do Espírito Santo constrangendo os caminhos do cristão pelos retos caminhos.

Assim, a fé viva e genuína produz boas obras. As obras são conseqüência da fé. Isso porque é a fé que sustenta a vida cristã. Mesmo assim, as obras manifestadas pelo homem nunca são, em sua integridade, perfeitas e justas. As obras produzidas pela fé cristã apenas acenam para isso.

III.

Pois bem. Dado esse quadro, é possível dizer que as obras, por si só, nada são. Se elas nada são, o que pode dar algum indício de salvação é a presença da genuína fé em Cristo Jesus. Ora, mas como saber se a fé que se tem é genuína, é uma fé cristã viva?

Simples: a fé viva produz frutos do espírito. Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Gálatas 5:22). Essas qualidades acompanharão o cristão que possua viva e verdadeira fé.

Ora, e o que é a fé, senão o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem (Hebreus 11:1)? Se, através da fé, temos firme fundamento das coisas futuras, é natural que nossa fé aponte para nossa salvação, de modo que, sendo nossa fé verdadeira e genuína, temos total convicção de que fomos salvos (pela morte de Cristo na cruz, expiando nossos pecados), somos salvos (porque o Senhor Jesus se fez, para nós, regeneração) e seremos salvos (porque o Senhor Jesus se fez, para nós, santificação e redenção).